A ação movida pela família de Chico Mendes questionava o uso da imagem e da história do líder ambientalista sem autorização prévia. A viúva de Mendes, Izamar Mendes, alegou que a Globo teria apresentado a sua história de maneira equivocada e inverídica. A disputa judicial se arrastou por anos, com a família vencendo em primeira e segunda instâncias no Tribunal de Justiça do Acre.
Após a emissora recorrer ao STJ, o ministro Raul Araújo concordou com o argumento da Globo de que a produção tinha fins históricos e que não era necessária uma autorização específica para retratar a vida de Chico Mendes. Esta posição foi mantida pela 4ª Turma do STJ, que seguiu o relator do caso de forma unânime.
A ministra Maria Isabel Gallioti ressaltou que o STF tem uma posição consolidada sobre a liberdade artística e que o STJ apenas seguiria essa orientação. Com a decisão final, a Globo está liberada para reproduzir a série sem restrições, encerrando um longo processo judicial que envolveu a família de Chico Mendes e a emissora de televisão.
