As estátuas, feitas de bronze e em tamanho real, foram instaladas no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, em frente ao Teatro Francisco Nunes, no centro da cidade. Segundo a prefeitura, essas esculturas passam a fazer parte do Circuito Literário, que já conta com obras de importantes escritores mineiros, como Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Henriqueta Lisboa, Roberto Drummond e Murilo Rubião.
A idealizadora do projeto, a jornalista e mestre em relações étnico-raciais Etiene Martins, ressaltou a importância das estátuas para a preservação da memória e a ampliação de horizontes na cidade. Ela destacou que as obras representam referências positivas para crianças e adolescentes, além de contribuírem para a decolonização do espaço urbano, desafiando padrões sociais estabelecidos.
Etiene também compartilhou que a iniciativa de homenagear Lélia Gonzalez e Carolina Maria de Jesus surgiu da necessidade de dar visibilidade a essas figuras importantes para a história do Brasil, especialmente no que diz respeito à luta contra o racismo. O projeto contou com o apoio da assessora parlamentar Jozeli Rosa, da deputada Bella Gonçalves (PSOL/MG) e do artista plástico Léo Santana, responsável pela produção das esculturas.
Carolina Maria de Jesus, conhecida por seu livro “Quarto de Despejo”, e Lélia Gonzalez, referência nos estudos de gênero, raça e classe, foram escolhidas devido ao impacto de seus trabalhos e atuações na sociedade brasileira. As estátuas são mais uma forma de reconhecer e preservar a memória dessas mulheres que contribuíram significativamente para a luta por igualdade racial e de gênero no país.