Pesquisas demonstram que a geração Z (os nascidos entre 1995 e 2010) adotou uma abordagem mais pragmática em relação ao amor e ao sexo. Os jovens dessa geração não têm priorizado compromissos românticos da mesma forma que as gerações anteriores. Eles estão descobrindo novas formas de satisfazer esses desejos e necessidades de uma maneira que se encaixe melhor em suas vidas.
O termo “situationship” começou a ganhar força em inglês no final de 2020 e atingiu um recorde de pesquisas no Google em 2022. Segundo especialistas, a popularidade deste estágio do namoro disparou entre a geração Z, em um fenômeno que é mundial e independente de etnias, gêneros e orientações sexuais.
As “situações” são acordos informais, tipicamente entre duas pessoas que compartilham conexões físicas e emocionais, fora da ideia convencional de um relacionamento comprometido e exclusivo. Em alguns casos, essas “situações” são restritas a um certo tempo e têm a clareza de que se trata apenas de um acordo casual, principalmente quando há circunstâncias como mudanças geográficas no futuro.
A popularidade das “situações” desafia a ideia convencional de que as parcerias íntimas precisam ter uma estrutura linear com o objetivo de atingir marcos convencionais, como morar juntos, noivado e casamento. Segundo pesquisas, a geração Z é mais relutante em definir o relacionamento ou admitir que deseja seu progresso.
Nas redes sociais como TikTok e Twitter, especialmente entre os participantes da geração Z, histórias de “situações” são compartilhadas e discutidas. Vídeos com a hashtag #situationship já foram vistos milhões de vezes, demonstrando a popularidade do termo.
Os jovens da geração Z parecem estar mais interessados em preservar sua trajetória pessoal, buscando sua própria estabilidade profissional e financeira em primeiro lugar. Este fenômeno diversifica as opções disponíveis para uma pessoa e torna cada vez mais normal optar por essa área cinzenta, em vez de evitá-la.
A mudança na postura da geração Z em relação ao amor e ao sexo reflete a redefinição do progresso das relações, aceitando que o sentimento é um campo intermediário satisfatório que muitas pessoas das gerações anteriores costumavam evitar. Como diz Amanda Huhman, que vive uma “situação” há mais de um ano: “A escolha é minha, é uma decisão que tomei e estou feliz. Está funcionando para mim.” A geração Z está redefinindo o significado do amor e do sexo, de forma diferente das gerações que a antecederam.