A jovem que teve alta completará 16 anos na próxima quarta-feira (25), e ela foi baleada na região do abdômen. Apesar da gravidade do ferimento, os médicos informaram que o projétil entrou e saiu do corpo sem atingir órgãos vitais. Após receber os cuidados necessários no hospital Estadual de Sapopemba, a equipe médica considerou que a recuperação da adolescente ocorra em casa, a fim de evitar possíveis contaminações por bactérias hospitalares.
O pai da estudante contou que recebeu uma ligação da filha às 7h30 informando que havia sido baleada. A princípio, ele pensou que fosse uma brincadeira de mau gosto, porém, a filha reafirmou que estava ferida e pediu para que ele fosse até a escola. Ao chegar na E.E. Sapopemba, que fica próxima à residência da família, o pai presenciou muitos alunos correndo em desespero. Ele adentrou o colégio e encontrou sua filha no andar superior, caída no chão com a mão na barriga.
Desesperado, o pai pegou a adolescente no colo e solicitou ajuda a um policial militar que estava próximo à escola. O policial levou os dois até o Hospital Sapopemba. O pai da vítima ainda afirmou que desconhece o motivo pelo qual sua filha foi baleada e acredita que ela possa ter sido atingida aleatoriamente.
Quanto ao autor dos disparos, trata-se de um aluno de 16 anos que cursa o primeiro ano do ensino médio na mesma escola. Segundo informações, ele sofria frequentemente com bullying por parte de seus colegas. O agressor foi detido e encaminhado para o 70º DP (Sapopemba).
Um vídeo de uma câmera de segurança registrou o momento em que o atirador invade uma sala de aula cheia de alunos e efetua os disparos. O pânico se instala e os alunos, em meio à correria, deixam a sala em busca de proteção.
Essa tragédia evidencia a importância de combater o bullying nas escolas e reforça a necessidade de políticas públicas efetivas para garantir a segurança nas instituições de ensino. A comunidade escolar está abalada e os estudantes, professores e familiares das vítimas precisam de apoio psicológico nesse momento tão difícil. É preciso trabalhar em conjunto para evitar que novos episódios como esse ocorram e proporcionar um ambiente seguro e acolhedor para todos.