Presidente da Argentina, Javier Milei, conquista vitória com aprovação da Lei Ônibus em meio a protestos e desafios econômicos.

Na última terça-feira (30), o presidente da Argentina, Javier Milei, obteve uma importante vitória ao ver aprovada a chamada Lei Ônibus, um pacote de reformas e medidas liberais que fizeram parte de suas promessas de campanha. Depois de enfrentar derrotas nos debates iniciais do texto, o governo conseguiu negociar e ceder para garantir a votação favorável de 142 a favor e 106 contra o projeto.

Essa conquista chega em um momento de intensos protestos contra o governo. Na semana passada, atos contra cortes no orçamento de universidades públicas reuniram cerca de 500 mil pessoas em Buenos Aires, evidenciando a insatisfação popular com as políticas implementadas.

Apesar das manifestações, o governo de Milei tem celebrado dados econômicos positivos, como o primeiro superávit trimestral em 16 anos. Entretanto, o país também enfrenta desafios sociais significativos, com a pobreza atingindo seu maior patamar em duas décadas, afetando 57% da população e deixando 15% em condição de indigência.

Nesse contexto, o programa de áudio Café da Manhã abordou em seu episódio desta quinta-feira (2) a atuação do governo Milei diante das pressões da sociedade civil e da articulação no Congresso para promover seu projeto ultraliberal. A correspondente da Folha em Buenos Aires, Mayara Paixão, trouxe análises e insights sobre a situação política e econômica atual da Argentina.

O Café da Manhã é um programa diário disponibilizado no Spotify, plataforma de streaming parceira da Folha, que oferece conteúdos diversificados, incluindo música, podcasts e vídeos. Os episódios são apresentados pelas jornalistas Gabriela Mayer e Magê Flores, com a produção de uma equipe especializada em trazer informações relevantes para os ouvintes.

Dessa forma, a aprovação da Lei Ônibus e a situação econômica e social na Argentina seguem sendo temas de destaque na agenda política do país, com repercussões significativas para a população e para o governo de Milei.

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