As emendas em questão incluem as chamadas emendas Pix, que consistem em transferências especiais diretas de recursos para prefeituras, e as emendas impositivas, que englobam as individuais e as de bancadas estaduais. Flávio Dino sugeriu maior transparência nas emendas Pix e questionou a impositividade da maioria das emendas parlamentares. Ele suspendeu a execução das emendas até que critérios por ele determinados sejam cumpridos.
Enquanto alguns deputados defendem a prerrogativa do Congresso na elaboração do Orçamento, como o presidente da Câmara, Arthur Lira, outros apontam para a importância das emendas parlamentares no direcionamento de recursos para problemas específicos dos municípios. O deputado Danilo Forte, relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024, lamentou a paralisação da execução orçamentária e destacou a importância da obrigatoriedade das emendas parlamentares implementada a partir de 2015.
Houve também críticas à interferência do Judiciário nas decisões do Legislativo, com o deputado José Rocha ressaltando o papel dos parlamentares como representantes da população. As ações do ministro Flávio Dino no STF estabeleceram critérios para a execução das emendas parlamentares, buscando garantir a transparência e a conformidade com a legislação em vigor.
As emendas parlamentares representam uma parcela significativa do Orçamento de 2024, totalizando R$ 49,2 bilhões, e são fundamentais para a destinação de recursos para demandas regionais e locais. O debate em torno das emendas parlamentares promete continuar gerando discussões no ambiente político brasileiro.