Uma das grandes preocupações em relação aos microplásticos é que eles não se biodegradam e não podem ser extintos. Isso significa que eles permanecerão no ambiente por séculos, representando ameaças tanto para a natureza quanto para a saúde humana, à medida que entram na cadeia alimentar e no corpo humano.
Os microplásticos são encontrados em uma variedade de produtos, como pastas de dente, esfoliantes, cosméticos, canudos e garrafas de água. Estima-se que cerca de 42 mil toneladas desses pequenos pedaços de plástico sejam liberadas anualmente na União Europeia. No entanto, os efeitos na saúde humana ainda são desconhecidos.
Diante dessa preocupação, a UE decidiu tomar medidas para enfrentar o problema. A proibição da venda de microplásticos e de produtos que os contenham entrou em vigor recentemente. Produtos como glitter e cosméticos foram afetados pela proibição. Essa medida tem como objetivo frear o fluxo de liberação dessas substâncias no ambiente.
A nova regra abrange uma vasta gama de produtos, incluindo cosméticos, detergentes, fertilizantes, produtos fitofarmacêuticos, brinquedos, medicamentos, dispositivos médicos e superfícies esportivas artificiais. A proibição não se restringe apenas aos produtos fabricados na UE, mas também aos importados.
No entanto, a proibição terá um período de transição para alguns produtos, entre quatro e 12 anos, dependendo da complexidade do produto e da disponibilidade de alternativas adequadas. Além disso, a UE está promovendo esforços de reciclagem e sustentabilidade como uma solução para lidar com os microplásticos.
Embora a proibição seja considerada um primeiro passo importante, pesquisadores alertam que ela apenas arranha a superfície do problema. Medidas adicionais serão necessárias, como abordar a liberação involuntária de microplásticos na atmosfera, quando pneus ou roupas são lavados.
A UE espera que seu exemplo inspire outras regiões do mundo a tomar medidas semelhantes. Afinal, dar o exemplo em questões ambientais tem se mostrado bem-sucedido no passado. Os esforços conjuntos entre governos, indústria e comunidade científica são cruciais para enfrentar esse desafio e garantir um futuro mais sustentável. Ainda há muito a ser feito para reduzir efetivamente os microplásticos e proteger o meio ambiente e a saúde humana.
