Nos dias 21 e 24 de dezembro, Cid voltou a questionar Câmara sobre a localização de uma professora, e Câmara confirmou que ela estava em São Paulo e que retornaria no dia 31 à noite para a posse. Cid perguntou se seria na capital ou no interior, e Câmara respondeu que não sabia onde ficava a residência em São Paulo.
Essas mensagens fazem parte de uma investigação que encontrou uma minuta de decreto declarando um golpe de Estado, prevendo a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e do ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Federal interpreta o acompanhamento da localização do ministro como uma prova de que o grupo criminoso tinha a intenção de consumar a subversão do regime democrático, procedendo a captura e detenção de Moraes.
Essa revelação traz à tona a gravidade da situação, com a confirmação de um plano para atacar as estruturas do Estado e subverter a ordem democrática. As mensagens trocadas entre Câmara e Cid demonstram um possível envolvimento ou conhecimento sobre os planos em andamento, levantando questões sobre a participação de agentes políticos ou pessoas influentes nesse contexto. A importância de manter a vigilância e a investigação sobre esses casos é crucial para preservar a estabilidade democrática e a segurança institucional.






