Troca de mensagens entre MARCELO CÂMARA e MAURO CID revela possível plano de golpe de Estado

O jornalista Marcelo Câmara enviou uma mensagem para Mauro Cid com a frase “Trabalhando” por volta das 16h12. No dia seguinte, Cid perguntou “Algo?”. Em resposta, Câmara enviou um itinerário de uma pessoa que viajou para São Paulo e retornaria na segunda-feira, mas logo em seguida voltaria para a capital paulista. Ele afirmou que a pessoa só retornaria a Brasília para participar da posse de um indivíduo que ele classificou como “ladrão”, e que qualquer mudança ele informaria a Cid.

Nos dias 21 e 24 de dezembro, Cid voltou a questionar Câmara sobre a localização de uma professora, e Câmara confirmou que ela estava em São Paulo e que retornaria no dia 31 à noite para a posse. Cid perguntou se seria na capital ou no interior, e Câmara respondeu que não sabia onde ficava a residência em São Paulo.

Essas mensagens fazem parte de uma investigação que encontrou uma minuta de decreto declarando um golpe de Estado, prevendo a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e do ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Federal interpreta o acompanhamento da localização do ministro como uma prova de que o grupo criminoso tinha a intenção de consumar a subversão do regime democrático, procedendo a captura e detenção de Moraes.

Essa revelação traz à tona a gravidade da situação, com a confirmação de um plano para atacar as estruturas do Estado e subverter a ordem democrática. As mensagens trocadas entre Câmara e Cid demonstram um possível envolvimento ou conhecimento sobre os planos em andamento, levantando questões sobre a participação de agentes políticos ou pessoas influentes nesse contexto. A importância de manter a vigilância e a investigação sobre esses casos é crucial para preservar a estabilidade democrática e a segurança institucional.

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