A iniciativa da cartilha foi motivada pelo baixo número de câmaras municipais que possuem estruturas dedicadas à promoção dos direitos das mulheres e ao combate à violência de gênero. A falta de representatividade feminina no cenário político é evidente, com apenas 690 das 5.568 casas legislativas contando com uma Procuradoria da Mulher instalada. No âmbito estadual, a situação é um pouco mais favorável, com 22 das 27 unidades federativas já dispondo desse órgão, e outros três estados em fase de análise para sua implementação.
A Cartilha da Vereadora visa fornecer orientações claras e práticas para as vereadoras atuais e futuras, incentivando-as a ocupar espaços de representação e a criar órgãos que defendam os direitos das mulheres e atuem contra a violência e injustiças. Além disso, o material destaca a importância da colaboração com instituições como o Ministério Público e as forças policiais locais.
O diretor-executivo do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), Fernando Meneguin, acredita que a cartilha pode ser um instrumento poderoso para capacitar as mulheres parlamentares a superar desafios e se destacar no ambiente legislativo. O evento de lançamento contará com a presença de diversas autoridades, incluindo a procuradora da Mulher no Senado, senadora Zenaide Maia, e a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.
Além disso, será realizado um reconhecimento a cinco vereadoras de diferentes regiões do país, que receberão exemplares da cartilha para difundi-la em seus respectivos estados. O Senado também tem investido na formação política de jovens, como evidenciado pelo programa Jovem Senador, que tem revelado talentos como Nayara Oliveira, eleita vereadora em Rondônia aos 19 anos.
Por meio de iniciativas como a Cartilha da Vereadora e o Programa Jovem Senador, o Senado Federal busca promover a equidade de gênero e estimular a participação das mulheres na política, criando um ambiente mais inclusivo e diversificado no legislativo brasileiro.