Segundo o funcionário do governo Joe Biden, que preferiu não se identificar, o Hamas apresentou listas de palestinos feridos para que pudessem deixar a Gaza. No entanto, uma verificação realizada por autoridades de Israel, Estados Unidos e Egito revelou que muitos dos nomes presentes nas listas eram combatentes da organização terrorista. A saída desses indivíduos representaria um risco inaceitável para os três países envolvidos na negociação.
Após intensas negociações, o Hamas concordou em retirar alguns de seus combatentes feridos das listas. Assim, Israel, Estados Unidos e Egito aceitaram uma nova lista que contava apenas com palestinos feridos que não eram combatentes. Essa nova lista foi autorizada para sair da Faixa de Gaza.
No entanto, apesar dos esforços do Itamaraty, um grupo de 34 pessoas que se inscreveu para ser repatriado ao Brasil permaneceu em Gaza, mesmo sob bombardeio intenso de Israel. O embaixador do Brasil em Ramallah, na Cisjordânia, Alessandro Candeas, lamentou a situação e afirmou que o processo para tirar o grupo tem se arrastado há quase quatro semanas. O grupo é composto por 24 brasileiros, 7 palestinos que procuram imigrar e 3 parentes destes.
A situação na Faixa de Gaza tem se mostrado extremamente complexa e delicada. Os esforços para retirar os estrangeiros têm enfrentado diversos obstáculos, como a tentativa do Hamas de incluir seus próprios combatentes feridos nas listas. Além disso, há um temor generalizado em relação à possibilidade de terroristas entrarem no Egito. Portanto, a negociação envolvendo esses três países tem exigido muita paciência e cautela.
Enquanto isso, a situação em Gaza continua preocupante, com constantes bombardeios por parte de Israel. Espera-se que as autoridades internacionais continuem trabalhando para garantir a segurança e a retirada dos cidadãos que desejam deixar a região.






