O CEO destaca que, atualmente, apenas os planos de saúde estão sujeitos à regulação, o que ele considera adequado para as empresas do ramo, mas insuficiente para garantir o equilíbrio financeiro do setor como um todo. Ele enfatiza que os altos custos dos planos de saúde são resultado do desequilíbrio na distribuição dos gastos. Foguel ressalta que a sinistralidade continua alta, embora em queda, e que os planos de saúde acabam arcando com os custos gerados por hospitais, clínicas e fabricantes de materiais e medicamentos.
Além disso, o executivo aborda a importância da inclusão no setor de saúde, argumentando que o número de brasileiros com planos de saúde suplementar diminuiu nos últimos anos. Ele relaciona essa queda à falta de inclusão de cidadãos na área da saúde e destaca que a ascensão de agendas como a ESG levanta questões sobre a necessidade de promover mais inclusão na saúde.
Sobre a reforma tributária, Foguel afirma que a Porto Saúde ainda não tomou uma posição definitiva, uma vez que o assunto está em discussão. No entanto, ele ressalta a importância de considerar a acessibilidade da saúde para a população ao debater o tema. O CEO argumenta que a sociedade precisa refletir sobre como promover mais empregos com planos de saúde e aliviar a pressão sobre o sistema público de saúde. A discussão sobre onerar ou não o setor de saúde se torna essencial para o futuro do sistema de saúde no Brasil.