De acordo com o presidente do Senado, a proposta de pagamento inclui quatro estratégias: a rediscussão do valor da dívida, a transferência para a União de ativos do estado avaliados com preço justo, a cessão de créditos judiciais de Minas Gerais para a União, com o compromisso de reversão do proveito exclusivamente para o estado, e o desconto do saldo remanescente da dívida para o pagamento em dez anos.
Pacheco ressaltou a gravidade da situação fiscal de Minas Gerais, apontando para a necessidade de união política para a resolução do problema. Ele defende que a dívida acumulada ao longo dos anos demanda a colaboração de todas as esferas políticas, independentemente de partido ou ideologia, para encontrar uma solução justa e equilibrada.
O senador também destacou a importância da rediscussão do valor da dívida, argumentando que uma dívida de R$ 15 bilhões se tornar uma dívida de R$ 160 bilhões é resultado de juros sobre juros, tornando-a praticamente impagável. Ele também propôs a transferência de ativos do estado para a União como parte do pagamento, evitando sacrifícios aos servidores e empresas de Minas Gerais.
Outra estratégia apresentada por Pacheco foi a cessão de créditos judiciais do estado para a União, como os créditos relativos ao rompimento da barragem em Mariana e valores decorrentes da Lei Kandir, com o compromisso de reversão do proveito exclusivamente para Minas Gerais.
Além disso, o senador defendeu a concessão de desconto para o pagamento do saldo remanescente da dívida, nos moldes do Programa de Recuperação Fiscal (Refis), visando oferecer um prazo de dez anos para a quitação.
Rodrigo Pacheco anunciou que pretende apresentar formalmente a proposta de pagamento ao presidente Lula e ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema. A reunião também contou com a presença do ministro Alexandre Silveira, juntamente com o presidente da Assembleia Legislativa do estado, deputado Tadeu Leite, e o líder da bancada mineira no Congresso Nacional, deputado Luiz Fernando Faria (PSD-MG).
A busca por soluções viáveis para a dívida de Minas Gerais com a União demonstra o empenho e a preocupação do presidente do Senado em encontrar uma saída justa e equilibrada para a crise fiscal do estado. A proposta, que abrange alternativas diversas para o pagamento da dívida, reflete a necessidade de uma abordagem abrangente e colaborativa para resolver um dos maiores desafios econômicos enfrentados pelo estado.