Repórter São Paulo – SP – Brasil

Presidente do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester, avalia aumento de juros e perspectivas econômicas dos Estados Unidos.

A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Cleveland, Loretta Mester, declarou em entrevista à CNBC nesta quinta-feira, 16, que ainda não decidiu se defenderá um novo aumento de juros no ciclo atual. Ela ressaltou que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) não está em posição para antecipar o que fará nos próximos encontros.

Mester explicou que está em busca de mais evidências de que a inflação cai de maneira sustentada antes de considerar o processo concluído. A presidente do Fed de Cleveland enfatizou que seria “preocupante” uma situação em que o índice de preços ficasse estagnado na faixa de 3%, em vez de retornar à meta de 2%.

A dirigente, que não vota nas reuniões deste ano do FOMC, assegurou que o Fed não pretende reagir a apenas um dado para definir os próximos passos a serem tomados. De acordo com Mester, a economia dos Estados Unidos deve continuar em desaceleração, sem entrar em um quadro de recessão. Ela espera um “pouso suave”, em que a inflação é controlada sem impacto drástico na atividade.

Sobre a possibilidade de cortes de juros no horizonte, Loretta Mester comentou que busca não agir antes da hora no processo de normalização. Ela apontou que os prêmios de prazos exerceram papel na alta recente dos juros dos Treasuries, indicando que a transmissão da política monetária está funcionando, na visão da presidente do Fed de Cleveland.

As declarações de Mester surgem em meio a um cenário de debate sobre os rumos da política monetária nos Estados Unidos. A incerteza em relação à trajetória da inflação e o impacto da desaceleração econômica global nas decisões do FOMC têm gerado expectativas e especulações nos mercados.

Diante disso, as declarações da presidente do Fed de Cleveland trazem um pouco mais de clareza sobre o posicionamento da instituição em meio a esse contexto desafiador. No entanto, o mercado continuará atento a novas informações e dados que possam influenciar a próxima decisão do FOMC em relação à política de juros.

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