As intenções de voto para a capital paulista estão bastante divididas, com Nunes tendo 24% das intenções de voto e estando em empate técnico com Guilherme Boulos (PSOL), que registra 23%. Outros candidatos como José Luiz Datena (PSDB) e Pablo Marçal (PRTB) também têm números significativos nas pesquisas.
Durante a sabatina, Nunes afirmou que 53% dos cargos de liderança em sua gestão são ocupados por mulheres, porém não mencionou que apenas 28% das pastas com status de secretaria são comandadas por mulheres. O candidato também evitou rotular-se como bolsonarista, declarando ser “ricardista” e agradecendo o apoio do presidente Bolsonaro.
Sobre o ataque às sedes dos três Poderes em Brasília em 8 de janeiro, Nunes comparou a situação a um episódio envolvendo o MTST em 2015, buscando minimizar a gravidade dos eventos. Ele também não foi assertivo ao responder sobre contratos emergenciais suspeitos, alegando que 90% deles eram para salvar vidas.
Outro ponto polêmico foi a mudança de versão do candidato sobre um boletim de ocorrência por violência doméstica em 2011, registrada por sua esposa. Nunes insistiu que o documento era forjado, mas a veracidade do registro foi confirmada, contradizendo sua alegação.
Em meio a essas polêmicas e evasões de temas sensíveis, a candidatura de Ricardo Nunes para a reeleição enfrenta desafios para conquistar a confiança e o apoio dos eleitores paulistanos.
