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Policial federal ferido em tiroteio enquanto realizava busca em Guarujá.

Agente da Polícia Federal é atingido por tiro em operação em Guarujá

Um agente da Polícia Federal foi ferido por um tiro durante uma operação de busca e apreensão na cidade de Guarujá, litoral de São Paulo, na manhã desta terça-feira (15).

De acordo com informações divulgadas pela corporação, o policial estava cumprindo um mandado quando foi atingido pelo disparo. Imediatamente, ele foi socorrido e levado para um hospital local.

A PF informou ainda que dois suspeitos foram presos no local da operação. Com eles, foram encontrados uma submetralhadora, uma pistola, uma quantia em dinheiro e drogas.

Após a prisão, os dois indivíduos serão encaminhados para a Delegacia de Polícia Federal em Santos, onde serão autuados pelos crimes de tentativa de homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, conforme a polícia.

A corporação ressaltou que as informações sobre a operação em Guarujá só serão divulgadas após sua finalização.

Guarujá tem vivenciado uma escalada de violência desde o dia 27 de julho, quando o soldado da Rota, Patrick Bastos Reis, foi assassinado durante um patrulhamento. Esse episódio desencadeou a operação chamada “Escudo”, realizada pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), que resultou na morte de 16 pessoas.

Três homens foram tornados réus pelo assassinato do soldado.

O objetivo da operação “Escudo”, segundo o governo, é combater o tráfico de drogas e desarticular o crime organizado na Baixada Santista. No entanto, de acordo com a Defensoria Pública, a maioria das prisões realizadas até o momento são referentes a supostos delitos sem violência ou grave ameaça.

Dentre os presos por esses supostos delitos estão indivíduos acusados de furtos de bicicleta, fio elétrico, perfumes, calças, cosméticos e rádios de veículos abandonados.

A Defensoria Pública destaca que essa é uma análise preliminar e que será complementada e aprofundada com mais dados que estão sendo buscados diariamente.

Nas redes sociais, o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, relatou que durante a operação foram realizadas 313 prisões, sendo que 113 pessoas eram procuradas pela Justiça. Além disso, foram apreendidas 44 armas e 790 quilos de drogas.

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