Em um discurso inesperado, Otoni reconheceu a ironia da situação ao se dirigir a Lula, um ex-presidente e figura emblemática do Partido dos Trabalhadores, em um evento que celebrava a música gospel. O deputado destacou a importância da liberdade religiosa no Brasil, lembrando um episódio em que Lula sancionou uma lei nesse sentido em 2003, mesmo sendo alvo de acusações que o acusavam de ser contra a igreja.
O parlamentar também fez questão de ressaltar os benefícios sociais promovidos pelos governos de Lula, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, que, segundo ele, contribuíram para a ascensão de membros das igrejas evangélicas a cargos de maior qualificação profissional. Mesmo não sendo eleitor de Lula, Otoni admitiu que os programas sociais implantados pelo ex-presidente impactaram positivamente a vida dos mais pobres e necessitados, uma realidade muito presente entre os fiéis das igrejas evangélicas.
O tom conciliador de Otoni de Paula, que já havia entrado em conflito com apoiadores de Bolsonaro por apoiar a reeleição do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, demonstra uma abertura ao diálogo e à busca por soluções que possam beneficiar a sociedade como um todo. A presença do deputado evangélico nesse evento simbólico mostra que, apesar das diferenças políticas, é possível encontrar pontos em comum e promover o entendimento entre os diferentes espectros ideológicos.