A operação para capturar Glas ocorreu na noite de 5 de abril, logo após o México conceder asilo político a ele. Essa ação foi duramente criticada por cerca de trinta países e sete organismos mundiais e regionais, incluindo as Nações Unidas e a OEA. Vale ressaltar que Glas se refugiou na embaixada mexicana em dezembro passado para evitar prisão por suposto peculato no manejo de fundos para a reconstrução de vilarejos afetados por um terremoto em 2016.
O governo equatoriano havia pedido autorização para entrar na sede diplomática e deter Glas, mas o México se recusou, resultando na expulsão da embaixadora mexicana em Quito e em uma incursão na sede diplomática. Glas, que deveria cumprir oito anos de prisão por condenações anteriores por corrupção, foi libertado em 2022 devido a uma medida cautelar controversa. No entanto, ele era obrigado a se apresentar periodicamente às autoridades.
O caso de Jorge Glas continua gerando controvérsias e tensões diplomáticas entre o Equador, o México e outros países e organizações internacionais. A pressão sobre o governo equatoriano para resolver a situação de forma pacífica e de acordo com o direito internacional tem aumentado, enquanto Glas permanece em uma situação de vulnerabilidade.