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Morte de torcedor são-paulino por tiro de munição “bean bag” revela falhas na atuação da Polícia Militar de São Paulo

A Polícia Militar concluiu as investigações sobre a morte de Rafael dos Santos Tercílio Garcia, torcedor do São Paulo, que foi atingido por uma munição “bean bag” na cabeça durante uma confusão no entorno do estádio Morumbi, em setembro do ano passado. A investigação da PM resultou no indiciamento de um policial por homicídio culposo, sem a intenção de matar. O nome e a patente do policial não foram divulgados, mas o documento de indiciamento foi encaminhado para o Poder Judiciário pela Secretaria da Segurança Pública.

Rafael tinha 32 anos e era deficiente auditivo. Ele recebeu o tiro na parte de trás da cabeça, segundo os laudos periciais. O uso da munição “bean bag” é exclusivo da PM e as instruções para o seu uso recomendam evitar disparos na cabeça e realizar os tiros a uma distância mínima de seis metros.

A munição “bean bag” é uma arma de uso exclusivo da PM com a proposta de ser menos letal que a bala de borracha. No entanto, a investigação da Polícia Civil ainda não possui conclusões sobre o caso. A família de Rafael reclama da demora nas investigações e da falta de respostas sobre o incidente. A mãe de Rafael, Vilma Custódio dos Santos, expressa a revolta e a dor pela perda do filho.

Ela questiona a demora na resolução do caso, argumentando que se a situação fosse inversa, a resolução seria mais ágil. Rafael deixou um filho de nove anos, o que aumenta ainda mais a tristeza e a revolta da família. A falta de respostas e a demora na resolução do caso deixam a família de Rafael ainda mais angustiada.

A Polícia Civil segue em busca de conclusões sobre o caso, mas a demora no processo e a falta de clareza sobre os responsáveis pela morte de Rafael Tercílio Garcia geram revolta e angústia na família e na comunidade. Espera-se que as autoridades responsáveis tomem providências e esclareçam o caso o mais rápido possível, a fim de proporcionar justiça e paz para a família enlutada.

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