Repórter São Paulo – SP – Brasil

Militares israelenses mantêm equipes da Meia Lua Vermelha sob custódia e atacam hospital na Cisjordânia em ação criticada pelas autoridades palestinas

A organização humanitária Meia Lua Vermelha, vinculada à Cruz Vermelha Internacional, emitiu um comunicado informando que suas equipes foram mantidas sob custódia militar israelense por mais de uma hora. O incidente ocorreu após o ataque ao hospital Ibn Sina, na Cisjordânia, apenas dois dias após a investida das Forças de Defesa de Israel (IDF) ao maior hospital da Faixa de Gaza, o Al-Shifa.

De acordo com relatos, os militares israelenses alegaram ter estabelecido um corredor seguro para a saída do complexo hospitalar, mas testemunhas asseguram que, logo após a abertura do corredor, abriram fogo contra médicos e outras pessoas que tentavam sair. Autoridades palestinas acusam Israel de cometer crimes de guerra nesta ação e questionam a versão de Tel Aviv sobre a suposta utilização de hospitais por parte do grupo Hamas.

Em uma reportagem do jornal norte-americano “The Washington Post”, foi divulgada a declaração anônima de um diplomata europeu que relatou uma intensa pressão dos aliados ocidentais de Israel para comprovar as alegações de que o Hamas utiliza hospitais na Faixa de Gaza como esconderijo.

Esses eventos recentes têm gerado grande preocupação e tensão na região, especialmente devido à natureza sensível dos hospitais, que são locais destinados ao tratamento e cuidado de pacientes, não a alvos de conflitos armados. A situação também tem resultado em um aumento da pressão internacional sobre Israel para esclarecer e prestar contas sobre suas ações.

Enquanto isso, a Meia Lua Vermelha continha seu trabalho humanitário nos países de maioria islâmica, apesar das dificuldades enfrentadas. A organização continua seu compromisso de prestar assistência médica e humanitária às populações afetadas pela violência e conflitos na região.

Com informações de agências de notícias internacionais, como a WAFA, Al Jazeera e The Washington Post, os desenvolvimentos desse caso continuam a criar repercussões que vão além das fronteiras da região do Oriente Médio. Acompanharemos atentamente os desdobramentos e as respostas das autoridades israelenses e palestinas diante desses eventos.

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