Luiz Ernesto foi responsável pela edição de uma página voltada às artes visuais na Ilustrada e seus textos, reunidos no livro “Artes Reportagens”, refletiam sua paixão pela cultura brasileira. Ele viajou por todo o país, conhecendo de perto as artes regionais e colecionando diversos itens culturais em sua casa, como discos de vinil, literatura de cordel e obras de artistas como Candido Portinari e Tarsila do Amaral.
Além de atuar no jornalismo, Luiz Ernesto Kawall participou ativamente na fundação de museus, como o Museu da Imagem e do Som em São Paulo e o Museu Caiçara em Ubatuba. Seu grande projeto foi a criação do Museu da Voz, também conhecido como Vozoteca, um acervo de 12 mil gravações que foi doado ao Instituto de Estudos Brasileiros da USP.
Luiz Ernesto faleceu aos 97 anos e deixou um legado de generosidade e amor pela cultura. Sua neta, Maria Kawall Prado, destacou a importância do avô e seu temor de ser esquecido, relembrando a energia e o carinho que ele compartilhava com sua família. Com sua dedicação à preservação da cultura brasileira, Luiz Ernesto Kawall será lembrado como um dos grandes defensores das artes no país.
