A lista foi enviada como um documento oficial na última quarta-feira (19), e incluía não apenas os nomes de deputados do PT, mas também de outros partidos, além de jornalistas e ativistas do campo bolsonarista. Júlia Zanatta chegou a publicar um vídeo listando nominalmente os deputados mencionados na lista, enquanto Gustavo Gayer compartilhou o documento completo em suas redes sociais, mas o removeu logo em seguida.
A representação jurídica de Zeca Dirceu acusou a informação contida na lista de ser torpe, reprovável, caluniosa e incompatível com a dignidade e posição ocupada pelos deputados federais. A defesa do líder petista também ressaltou que a lista foi elaborada sem qualquer tipo de prova que comprove a alegação de colaboração entre membros da bancada governista e o Hamas, caracterizando assim o crime de calúnia. Além disso, os nomes são apresentados sem qualquer especificação sobre como esse suposto apoio ao grupo terrorista teria ocorrido.
Na ação, Zeca Dirceu solicita que Gustavo Gayer e Júlia Zanatta sejam interpelados pela justiça para apresentar, em até 48 horas, os detalhes da suposta colaboração entre os citados na lista e o Hamas, incluindo provas concretas, modus operandi, condições de apoio e grau de vinculação entre os acusados e o grupo terrorista.
A motivação por trás do pedido para que os dois deputados forneçam informações adicionais não é arbitrária. A defesa enfatiza que caso não prestem os esclarecimentos necessários, isso poderá resultar em ações civis e criminais contra eles, devido ao silêncio ou à apresentação de informações incompletas ou falsas.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Gustavo Gayer alegou ter elaborado a lista com base em assinaturas de uma nota conjunta de diversos partidos e movimentos pró-palestina em 2021, na qual repudiavam uma declaração da então secretária de interior da Inglaterra, Priti Patel, que se referiu ao Hamas como um grupo terrorista.
A íntegra da ação enviada ao STF pode ser conferida neste link: (link para o documento).