“Apesar da gravidade dos fatos e dos indícios de autoria que pairam contra a indiciada, concluo, em observância ao Código de Processo Penal, que ela faz jus à prisão domiciliar”, declarou o magistrado na decisão. Karen, que é viúva de Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, líder do PCC executado em 2018, foi presa em sua residência na posse de um carro de luxo, mais de R$ 1 milhão e US$ 50 mil em dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, a “Japa do PCC” estava envolvida na lavagem de dinheiro da facção em diversas cidades, como Santos, Cubatão, Guarujá e São Paulo. Os relatórios financeiros obtidos pela polícia indicam que Karen movimentava milhões de reais da organização para ocultar a origem do dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
No entanto, a ré alegou desconhecimento das atividades ilícitas de seu marido e afirmou não ter recebido dinheiro de origem criminosa. Ela ainda declarou não conhecer nenhum integrante de organizações criminosas, incluindo o PCC. A decisão da Justiça causou controvérsia e levantou questionamentos sobre a possibilidade de prisão domiciliar para indivíduos envolvidos com organizações criminosas.






