No entanto, dois eventos marcantes foram cruciais para abalar suas convicções. Em uma conferência, a jornalista foi confrontada com a realidade da opressão global das mulheres e dos abusos nas igrejas protestantes americanas, o que a fez repensar suas críticas ao feminismo e confrontar traumas pessoais de abuso. Além disso, ao investigar casos de abuso no meio reformado americano, ela se deparou com a presença de líderes religiosos envolvidos em situações de violência, o que a levou a questionar suas antigas alianças e enfrentar oposição de colegas de militância.
A ascensão de Bolsonaro e a polarização política no Brasil também foram aspectos determinantes em sua jornada. A jornalista buscou manter um posicionamento crítico, rejeitando governos autoritários, tanto de esquerda quanto de direita, e buscando aprender com diferentes correntes ideológicas. Com isso, ela reconhece a importância de se manter aberta ao diálogo e de se afastar de bolhas ideológicas, buscando um posicionamento mais humano e integrado.
Atualmente, a jornalista segue seu caminho de reflexão e reconstrução, mantendo suas convicções conservadoras, mas buscando uma abordagem mais crítica e inclusiva em relação às questões sociais e políticas. Seu desejo é se afastar de estigmas que dividem as pessoas e se aproximar do amor de Cristo, mantendo sua fé presbiteriana como guia em sua jornada de autoconhecimento e evolução intelectual.