A execução foi realizada através do método de hipóxia por nitrogênio, que consiste em privar o condenado do oxigênio necessário para manter suas funções corporais, forçando-o a respirar nitrogênio puro. Ao contrário de outros métodos como o uso de gases venenosos em câmaras de gás, o nitrogênio não é venenoso e compõe cerca de 78% do ar respirável.
No entanto, o protocolo de execução de hipóxia com nitrogênio no Alabama não prevê a sedação do condenado. A Associação Veterinária Americana recomenda a administração de um sedativo até mesmo para animais de grande porte quando sacrificados desta forma. Isso levanta questões sobre a humanidade e o sofrimento do condenado durante o processo de execução.
A utilização do nitrogênio para execuções tem sido objeto de debate nos Estados Unidos, especialmente em relação aos métodos humanitários de realização da pena de morte. Enquanto alguns estados têm buscado alternativas consideradas mais humanas, outros seguem utilizando métodos mais tradicionais, como a injeção letal.
A execução de Kenneth Smith por meio de hipóxia por nitrogênio levanta questões éticas e legais, especialmente diante da ausência de uma sedação no processo. O debate sobre a pena de morte e a forma como é realizada continua gerando controvérsias e dividindo opiniões nos Estados Unidos.
Não há dúvidas de que a execução de condenados é um tema sensível e que continuará a ser discutido tanto pela sociedade quanto pelas autoridades, à medida que se busca encontrar um equilíbrio entre a justiça e a humanidade no cumprimento das penas. O caso de Kenneth Smith e a execução por hipóxia por nitrogênio certamente contribuirá para a reflexão sobre esse tema complexo e delicado.