O grupo utilizava o método de troca de etiquetas em malas de passageiros regulares em pelo menos três casos conhecidos. Os condenados pelos crimes incluem cinco homens e uma mulher, sendo que os líderes do grupo receberam as penas mais altas, com 39 anos e 8 meses e 26 anos e 3 meses de prisão. O Ministério Público Federal apontou que esses indivíduos eram responsáveis pela aquisição da droga, aliciamento de criminosos, pagamentos e comunicação no aeroporto.
Além disso, a investigação revelou que todos os réus exerciam funções de comando no esquema, coordenando a logística para a remessa da droga ao exterior, desde a chegada da carga ao aeroporto até sua colocação nas aeronaves. A Operação Colateral foi fundamental para a prisão dos 16 suspeitos e revelou outros crimes semelhantes cometidos pelo grupo. Em outras duas ocasiões, cerca de 86 kg de cocaína foram enviados aos aeroportos de Lisboa e Paris em bagagens com etiquetas trocadas, sendo apreendidas pela polícia na chegada.
As autoridades também ressaltam a participação de alguns réus que trabalhavam em prestadoras de serviços no terminal do aeroporto, aliciando colegas para executarem tarefas ilícitas. Apesar de procurada para comentar as condenações, a advogada que representa as brasileiras presas na Alemanha não se pronunciou até o momento. O desfecho desse caso serve como um alerta sobre a importância de coibir atividades criminosas nos aeroportos, visando manter a segurança dos passageiros e do transporte aéreo em geral.






