Esquema de troca de etiquetas de bagagens em Guarulhos resulta em condenação de seis pessoas por tráfico internacional de drogas.

A 6ª Vara Federal de Guarulhos condenou seis pessoas envolvidas em um esquema criminoso no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, que consistia na troca de etiquetas de bagagens para enviar drogas para o exterior. A sentença foi proferida e cabe recurso para os condenados. O caso mais conhecido envolveu as brasileiras Kátyna Baía e Jeanne Paolini, que foram presas injustamente na Alemanha sob a acusação de transportar 40 kg de cocaína em suas bagagens. Elas foram detidas em março do ano anterior, e agora, com a condenação dos responsáveis pelo esquema, podem finalmente ter alguma forma de justiça.

O grupo utilizava o método de troca de etiquetas em malas de passageiros regulares em pelo menos três casos conhecidos. Os condenados pelos crimes incluem cinco homens e uma mulher, sendo que os líderes do grupo receberam as penas mais altas, com 39 anos e 8 meses e 26 anos e 3 meses de prisão. O Ministério Público Federal apontou que esses indivíduos eram responsáveis pela aquisição da droga, aliciamento de criminosos, pagamentos e comunicação no aeroporto.

Além disso, a investigação revelou que todos os réus exerciam funções de comando no esquema, coordenando a logística para a remessa da droga ao exterior, desde a chegada da carga ao aeroporto até sua colocação nas aeronaves. A Operação Colateral foi fundamental para a prisão dos 16 suspeitos e revelou outros crimes semelhantes cometidos pelo grupo. Em outras duas ocasiões, cerca de 86 kg de cocaína foram enviados aos aeroportos de Lisboa e Paris em bagagens com etiquetas trocadas, sendo apreendidas pela polícia na chegada.

As autoridades também ressaltam a participação de alguns réus que trabalhavam em prestadoras de serviços no terminal do aeroporto, aliciando colegas para executarem tarefas ilícitas. Apesar de procurada para comentar as condenações, a advogada que representa as brasileiras presas na Alemanha não se pronunciou até o momento. O desfecho desse caso serve como um alerta sobre a importância de coibir atividades criminosas nos aeroportos, visando manter a segurança dos passageiros e do transporte aéreo em geral.

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