Eleições na Venezuela: 17 milhões de eleitores vão às urnas, enquanto regime de Maduro completa 25 anos no poder.

Neste domingo, cerca de 17 milhões de eleitores compareceram às urnas na Venezuela para participar das eleições presidenciais. Além disso, outros 4 milhões de venezuelanos que vivem no exterior estavam registrados para votar, porém apenas aproximadamente 69 mil atenderam aos requisitos exigidos pelo governo para exercer seu direito de voto no exterior.

O regime liderado por Nicolás Maduro completou 11 anos no poder, sucedendo Hugo Chávez em 2013. A reeleição de Maduro em 2018 foi alvo de críticas por parte da oposição, que boicotou a votação, assim como pela União Europeia e pelos Estados Unidos, que impuseram sanções ao país na tentativa de destituir Maduro do cargo.

Maduro afirmou que apenas sua vitória poderia garantir a paz no país, alertando para a possibilidade de conflitos e até mesmo de uma guerra civil caso não saísse vitorioso das eleições. Durante um discurso, ele ressaltou a importância de uma vitória contundente para assegurar a estabilidade da Venezuela.

Por outro lado, essa declaração foi duramente criticada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de tradicionalmente ser um aliado de Maduro. Lula afirmou a importância do respeito aos processos democráticos e aos resultados das eleições no país vizinho.

As eleições na Venezuela sempre geram controvérsias e são acompanhadas de perto pela comunidade internacional, dada a complexa situação política e econômica do país. O resultado das votações e as repercussões dos discursos dos líderes políticos podem ter efeitos significativos tanto dentro do país quanto no cenário global.

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