Apesar de ter tido a oportunidade de seguir a carreira religiosa, o professor optou por cursar letras neolatinas em Jundiaí, onde conheceu sua futura esposa, Shirley. O casal compartilhava não apenas o amor pela educação, mas também pelo conhecimento artístico, frequentando exposições, concertos e peças de teatro tanto no Brasil quanto no exterior.
Ao longo de mais de sete décadas, dedicou-se integralmente à sua carreira como educador, lecionando não apenas latim, mas também português e francês em escolas renomadas de Jundiaí. Sua abordagem inovadora incluía permitir que os alunos jogassem truco em sala de aula, desde que em francês, demonstrando seu comprometimento em tornar o aprendizado uma experiência cativante.
Apesar dos desafios da idade avançada, o professor continuou a buscar conhecimento, cursando pós-graduação aos 86 anos e perdendo a visão de um dos olhos, mas persistindo em sua paixão pela leitura. Sua fé católica jamais o abandonou, participando ativamente de grupos religiosos e compartilhando momentos significativos com sua família, incluindo a celebração do aniversário ao lado do neto que se tornou padre.
A partida de Paulo Geraldo Bevilacqua, aos 98 anos, deixou um legado de dedicação à educação e à fé, sendo lembrado não apenas por sua vasta erudição, mas também por sua influência positiva em gerações de alunos e familiares. Seu falecimento representa o fim de uma era, mas seu impacto perdurará na memória daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo e aprender com ele.






