Em entrevista à Fox News Digital, Trump afirmou que foi solicitado a falar como um unificador, devido ao seu grande número de amigos no Congresso. Caso o partido não consiga encontrar um líder a longo prazo, ele consideraria assumir o cargo temporariamente, já que está concorrendo à presidência do Executivo. O ex-presidente ressaltou que faria isso apenas se fosse necessário e que aceitaria o cargo por um período curto de 30, 60 ou 90 dias.
No início da semana, quando questionado sobre essa possibilidade por aliados, Trump não negou, mas enfatizou seu foco na campanha presidencial para as eleições de 2024, afirmando que faria o melhor para o país e o partido.
Vale destacar que a Câmara nunca foi presidida por alguém que não fosse um representante eleito do Legislativo. No entanto, a Constituição americana não impede essa situação, desde que o indicado obtenha o mínimo de votos necessários. As regras do próprio Partido Republicano sugerem que um membro da legenda deve se afastar da função se estiver respondendo a um processo criminal, e Trump enfrenta quatro ações desse tipo.
A possibilidade de Trump assumir a presidência da Câmara surgiu após a votação que resultou no afastamento de Kevin McCarthy. Essa rebelião dentro do partido, aliada a Trump, ocorreu devido à insatisfação com a condução de McCarthy nas negociações com o governo de Joe Biden.
Até o momento, dois nomes oficialmente lançaram-se na corrida para a presidência da Câmara: Jim Jordan, de Ohio, e Steve Scalise, da Louisiana. Jordan é próximo de Trump e preside a Comissão Judiciária, enquanto Scalise é o segundo principal nome do comando do partido na Câmara. Um novo nome deverá ser indicado na próxima terça-feira (10), e a eleição no plenário da Câmara está prevista para quarta-feira (11). Até lá, a Casa ficará em recesso e será presidida interinamente por Patrick McHenry.