O texto da resolução, com foco na proteção de crianças, foi apoiado pelo Brasil e aprovado com 12 votos a favor. Estados Unidos, Reino Unido e Rússia optaram pela abstenção.
A resolução exige que as partes cumpram suas obrigações em matéria de direito internacional e do direito internacional humanitário, com especial atenção para civis e crianças. Além disso, pede a implementação de pausas e corredores humanitários urgentes e prolongados em toda a Faixa de Gaza, para que ajuda humanitária de emergência possa ser prestada à população civil por agências especializadas da ONU, pela Cruz Vermelha Internacional e por outras agências humanitárias imparciais.
O texto também pede a libertação imediata e incondicional de todos os reféns mantidos pelo Hamas e por outros grupos, rejeita o deslocamento forçado de populações civis e demanda a normalização do fluxo de bens e serviços essenciais para Gaza, com prioridade para água, eletricidade, combustíveis, alimentos e suprimentos médicos.
Vale ressaltar que no mês passado, o Conselho de Segurança da ONU havia rejeitado a proposta apresentada pelo governo brasileiro que pedia pausas humanitárias aos ataques entre Israel e o Hamas para permitir o acesso de ajuda à Faixa de Gaza.
O contexto do conflito entre Israel e Hamas também foi abordado, informando que os ataques já deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados nos dois territórios. A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos.
O Conselho de Segurança da ONU é o responsável por zelar pela paz internacional, e para que uma resolução seja aprovada, é preciso o apoio de nove do total de 15 membros, sendo que nenhum dos membros permanentes pode vetar o texto.
Essa aprovação é um marco importante na tentativa de promover a paz e proteger a população civil em meio ao conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas. Ainda é preciso aguardar como as partes envolvidas irão responder às exigências da resolução e o impacto que isso terá na situação humanitária na Faixa de Gaza.