No entanto, o BC turco também alertou que o aperto da política monetária poderá ser retomado caso ocorra uma deterioração nas perspectivas de inflação. Segundo a instituição, o objetivo continua sendo a redução da inflação em um horizonte de médio prazo.
Em comunicado, o BC ressaltou que decisões monetárias serão determinadas pelos dados disponíveis, prezando pela transparência e previsibilidade de suas iniciativas e levando em consideração os atrasos nos efeitos da política monetária. “Os indicadores relativos à inflação e sua principal tendência serão monitorados de perto e o Conselho usará resolutamente todas as ferramentas à sua disposição, de acordo com a meta principal de estabilidade de preços”, escreveu.
No que diz respeito ao desempenho da economia, o BC da Turquia aponta que o avanço da inflação em janeiro veio em linha com as expectativas e que a demanda doméstica continua em processo para se equilibrar, com arrefecimento mais forte no consumo de bens. No entanto, “rigidez nos preços de serviços, riscos geopolíticos e preços de alimentos mantêm pressões inflacionárias”, avaliou o BC.
A decisão do Banco Central da Turquia veio em linha com as expectativas de analistas e demonstra que o novo presidente do BC, Fatih Karahan, está comprometido com a continuidade da política restritiva. Karahan substituiu Hafize Gaye Erkan no cargo, após a presidente renunciar abruptamente depois de apenas oito meses no poder, alegando ter sido vítima de ataques. Erkan foi responsável por retomar um direcionamento mais ortodoxo da política monetária, em um esforço mais robusto para controlar a inflação da Turquia.
Dessa forma, a manutenção da taxa de juros pelo Banco Central da Turquia mostra um compromisso com a estabilidade econômica e a busca pela redução da inflação, mesmo diante dos desafios internos e externos que o país enfrenta. A atuação do BC turco continuará sendo acompanhada de perto pelos economistas e investidores, em meio a um cenário econômico global volátil e desafiador.






