A pesquisa abrange docentes que atuam no ensino fundamental e médio e revela que diferentes situações problemáticas estão em crescimento. Entre elas estão o uso excessivo de jogos online, o ciberbullying, a discriminação, o vazamento de imagens sem consentimento e o assédio. Todos esses casos apresentaram um aumento entre 2021 e 2022.
Com o acesso a celulares e computadores se tornando cada vez mais comum entre os jovens, é provável que esses índices continuem a crescer nos próximos anos. Essa realidade preocupa as equipes pedagógicas, que se sentem despreparadas para lidar com os riscos que os adolescentes enfrentam nas mídias sociais.
Enquanto algumas medidas protetivas, como a proibição do uso de celulares em algumas escolas, avançam na direção do proibicionismo, é importante reconhecer que a realidade concreta é diferente das regras estabelecidas. Portanto, é fundamental abordar o uso nocivo das redes sociais de forma aberta e sem tabus na sala de aula.
No passado, o bullying e outras formas de violência ocorriam dentro das escolas e eram controlados pelos educadores. Hoje, as agressões ultrapassam os limites das escolas e revitimizam crianças e jovens por meio de mensagens, memes e outros tipos de publicação. Muitos não têm consciência do alcance que suas ações podem ter e desconhecem o potencial tóxico e violento de se envolver em desafios disseminados nas redes sociais.
Diante dessas situações, é necessário refletir junto com crianças e adolescentes sobre a relação entre emoções e uso impulsivo das tecnologias digitais para ofender e destilar ódio. No entanto, é importante abordar esses temas com cuidado, levando em consideração a dor e a exposição que esses estudantes já enfrentaram.
Além disso, é fundamental envolver as famílias nesse processo, já que a educação para o uso ético das redes sociais é uma tarefa coletiva. O objetivo é não apenas formar estudantes mais críticos e éticos, mas também mais empáticos e acolhedores, tanto dentro quanto fora da internet.






