Um exemplo disso é a ex-velocista norte-americana Allyson Felix, que conquistou 11 pódios olímpicos e fundou a primeira creche para filhos de atletas em parceria com a marca Pampers. A iniciativa busca nivelar as oportunidades entre atletas com recursos e aqueles que não possuem acesso a essas condições, especialmente atletas de países menores e com menos recursos.
Felix, que retornou à competição após se tornar mãe pela primeira vez em 2018, destacou avanços culturais desde que revelou ter rompido com a Nike depois de ter seu pagamento cortado ao engravidar. A creche criada por ela reflete a importância de fornecer recursos para atletas que desafiam os antigos estereótipos sobre mães no esporte.
Em depoimento, a jogadora de basquete Breanna Stewart ressaltou a presença cada vez maior de crianças nas delegações olímpicas e destacou a importância de continuar alterando os padrões e narrativas em torno das mães atletas. Ela mesma deu à luz seu filho, Theo, em 2021, e contou com o apoio do Comitê Olímpico Francês ao conseguir quartos de hotel para atletas que estão amamentando.
Outras atletas, como a brasileira Natasha Ferreira, que adotou seu filho aos 18 anos, também elogiaram a ajuda recebida durante os Jogos Olímpicos em Paris. Ela ressaltou a importância de ser disciplinada e gerenciar seu tempo com qualidade para conciliar a maternidade com a carreira esportiva.
O público também tem demonstrado apoio à presença das mães atletas em alto nível, reconhecendo a beleza e a importância de não limitar as carreiras após a maternidade. A história de superação e dedicação dessas mulheres inspira não apenas no esporte, mas também na quebra de barreiras e na construção de uma sociedade mais inclusiva e igualitária.
