O procurador-geral do Alabama, Marshall, um republicano, defendeu a decisão do Estado e encorajou outros Estados a adotarem o mesmo método. Ele afirmou em uma declaração na última sexta-feira: “O Alabama já fez, e agora vocês também podem, e estamos prontos para ajudar a implementar este método em seus Estados”. Parlamentares de Oklahoma e Mississippi também autorizaram a asfixia por nitrogênio como método de execução, mas até o momento, as autoridades desses Estados ainda não o utilizaram.
Marshall enfatizou que a asfixia por nitrogênio é um método comprovado e que não se trata de algo não testado. Ele ressaltou que este é o primeiro novo método a ser utilizado desde o início das injeções letais em 1982. No entanto, autoridades do Estado e testemunhas da execução de um prisioneiro chamado Smith relataram experiências divergentes sobre a violência do método.
A execução de Smith em 2022 foi incomum, pois ele sobreviveu a uma tentativa inicial, quando os executores não conseguiram encontrar um acesso intravenoso para inserir a injeção letal. Essa situação levantou debates sobre a eficácia e a humanidade da asfixia por nitrogênio como meio de execução.
Grupos de direitos humanos e ativistas têm expressado sérias preocupações sobre a implementação desse novo método, alertando para a possibilidade de sofrimento extremo e violação dos direitos humanos dos prisioneiros. Enquanto o Estado do Alabama defende a asfixia por nitrogênio como uma alternativa viável, a controvérsia em torno desse método de execução está longe de ser resolvida. Ainda há um longo caminho a percorrer antes que haja um consenso sobre a questão ética e humanitária das execuções no sistema penal.
