Funeral de Qassem Soleimani: multidão exige vingança contra Israel e América em discurso inflamado do líder da Guarda Revolucionária.

O funeral do general Qassem Soleimani, comandante da força de elite Quds do Irã, foi marcado por emoções intensas e uma atmosfera de hostilidade em relação aos Estados Unidos e Israel. Milhares de pessoas se reuniram em Teerã para prestar homenagens ao alto oficial militar, incluindo o presidente iraniano Ebrahim Raïssi e o general Hossein Salami, líder da Guarda Revolucionária.

Durante o funeral, muitos manifestantes agitaram não apenas a bandeira iraniana, mas também a do Hezbollah, um movimento xiita aliado de Teerã, e retratos de Qassem Soleimani. A multidão expressou gritos de vingança e hostilidade em relação a Israel e aos Estados Unidos, exigindo que o líder da Guarda Revolucionária vingasse a morte de dezenas de pessoas, incluindo mulheres e crianças, durante os ataques em Kerman. Este clima de hostilidade e os discursos inflamados dos líderes presentes criaram uma atmosfera de tensão e desafio em relação aos inimigos da República Islâmica.

Ebrahim Raïssi, que visitou o túmulo de Qassem Soleimani, fez declarações acusando Israel de treinar o grupo Estado Islâmico, o que só aumentou a animosidade presente no evento. Por sua vez, o general Hossein Salami afirmou que as vítimas dos ataques em Kerman foram vingadas antecipadamente com a ajuda prestada aos grupos que lutam contra Israel em Gaza, assim como através de ações do Hezbollah, dos houthis no Iêmen e de grupos xiitas no Iraque e na Síria.

Dirigindo-se aos membros do grupo Estado Islâmico, Salami os chamou de “agentes do regime sionista e dos Estados Unidos”, reforçando a narrativa de hostilidade e confronto com os inimigos externos do Irã.

Portanto, o funeral de Qassem Soleimani não foi apenas um evento de luto, mas também um momento de grande simbolismo político e de declarações desafiadoras por parte das autoridades iranianas, gerando tensões e incertezas sobre o futuro das relações do país com os Estados Unidos e Israel.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo