Comissão de Educação discute inclusão de datas religiosas no calendário nacional em audiência pública. Sheikh sugere inclusão do Dia do Sacrifício.

A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado Federal se reuniu em audiência pública na última sexta-feira (17) para discutir o projeto de lei 3483/2023, apresentado pelo senador Astronauta Marco Pontes (PL-SP). O projeto tem como objetivo incluir no calendário nacional a comemoração de três importantes datas religiosas: o Rosh Hashaná, que marca o primeiro dia do Ano Novo judaico, o Yom Kipur, conhecido como Dia do Perdão, e o Eid al-Fitr, que celebra o Fim do Ramadã. Durante a audiência, o Sheikh Mohamed Al Bukai, da Mesquita Brasil, fez uma sugestão para que o projeto também contemple o Dia do Sacrifício.

A proposta gerou um debate interessante entre os membros da comissão, com algumas vozes favoráveis e outras contrárias. O senador relator do projeto, Carlos Portinho (PL-RJ), está aguardando mais informações e contribuições para elaborar seu relatório.

Durante a audiência, vários pontos foram levantados em relação ao impacto que a inclusão dessas datas no calendário nacional poderia ter. Alguns parlamentares destacaram a importância de se reconhecer as diversas tradições e crenças presentes na sociedade brasileira, enquanto outros expressaram preocupações sobre a separação entre Estado e religião.

A proposta do senador Astronauta Marco Pontes também traz à tona questões importantes sobre a garantia da liberdade religiosa e o respeito à diversidade cultural. A Comissão de Educação e Cultura está ciente da importância de se promover um diálogo aberto e respeitoso sobre esse assunto, levando em consideração a pluralidade de crenças e costumes no país.

A inclusão oficial no calendário nacional de celebrações religiosas é um tema que desperta interesse e polêmica, mas também representa uma oportunidade de fortalecer o respeito à diversidade e promover o entendimento entre diferentes grupos da sociedade. O debate sobre o projeto PL 3483/2023 continuará na agenda da Comissão de Educação e Cultura, onde os parlamentares terão a oportunidade de apresentar mais argumentos e debater o tema mais a fundo. A decisão final caberá ao plenário do Senado, onde a proposta será votada após parecer da comissão.

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