Vereador acusa colega de racismo durante discussão em Câmara Municipal de Planaltina, GO, gerando polêmica e investigação

O vereador Carlos Lopes Ribeiro, mais conhecido como Carlim Imperador, do partido Pros, causou polêmica ao acusar seu colega Professor Lincon Albuquerque, do partido Cidadania, de praticar racismo durante uma discussão na Câmara Municipal de Planaltina (GO). A discussão ocorreu durante um debate sobre um projeto de implantação de um fundo de captação de recursos para liberar os jogos virtuais no município, proposto por Albuquerque e posteriormente aprovado.

Segundo Carlim, durante o bate-boca acalorado, Albuquerque fez gestos com as mãos insinuando que o colega falava muito e, em seguida, emitiu sons semelhantes aos de um macaco. O vereador que votou contra o projeto afirmou ter se sentido constrangido e ofendido com o episódio, principalmente por ocorrer no mês de comemoração do Dia da Consciência Negra.

Por outro lado, Albuquerque negou qualquer ato de racismo e se defendeu afirmando que é “pardo, filho de pai negro” e que o som emitido não tinha nenhuma relação com racismo, mas sim com a intenção de mostrar que o vereador falava muito. Em uma carta aberta publicada em suas redes sociais, Lincon reafirmou sua inocência e se colocou à disposição para cooperar com investigações sobre o caso, pedindo que a comunidade aguarde o resultado das investigações antes de tirar conclusões definitivas.

As acusações de racismo levantaram um debate sobre a postura dos vereadores e a postura da Câmara Municipal de Planaltina diante de alegações de preconceito racial. Enquanto Carlim enfatiza a importância da conscientização da população em relação ao racismo, Albuquerque ressalta suas origens e nega qualquer ato discriminatório.

Diante dos acontecimentos, a sociedade e a política local aguardam o desenrolar das investigações para esclarecer os fatos, enquanto a discussão sobre racismo e respeito à diversidade segue em pauta. Por se tratar de uma denúncia séria, a polêmica ganhou destaque nas redes sociais e está sob escrutínio público, aguardando um desfecho imparcial e justo.

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