Denominada de Operação Hereditas e realizada em conjunto com a Polícia Civil, a ação identificou indícios de irregularidades em processos licitatórios, além de possíveis vantagens indevidas oferecidas a agentes públicos em troca de propina para viabilizar o esquema. Até o momento, tanto a Prefeitura quanto a Câmara não se pronunciaram sobre o caso.
Segundo a Promotoria, uma das empresas supostamente beneficiadas pelas fraudes pertencia a um líder notório do Primeiro Comando da Capital (PCC), que foi vítima de homicídio a tiros em março de 2024. O empresário Claudio Fernando de Aguiar, membro do partido Novo e candidato à Prefeitura de Guarujá, também é alvo da operação. Aguiar, que possui uma rede de comunicação com diversos canais de TV e rádios, afirmou não ter “nada a esconder” e que sua empresa venceu uma licitação com o menor preço.
No entanto, o empresário criticou o timing da operação, que ocorre em meio ao período eleitoral, classificando-a como “irresponsável”. A ação contou com apoio da Polícia Militar e reuniu um efetivo de 15 membros do Ministério Público, 76 policiais da Rota, COE, e Gate, além de 50 policiais civis. A investigação segue em andamento para apurar todas as irregularidades apontadas.