Trinta anos sem Ayrton Senna: legado do piloto é exaltado e sua memória permanece viva no automobilismo e na educação.

Em um triste dia de domingo, 1º de maio de 1994, durante o Grande Prêmio de San Marino de Fórmula 1, no Autódromo Internacional Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, o Brasil perdia um de seus maiores ícones esportivos. Ayrton Senna, aos 34 anos, perdeu o controle de sua Williams na sétima volta e bateu violentamente no muro da curva Tamburello. O choque foi fatal e o piloto foi levado de helicóptero para o Hospital Maggiore, em Bolonha, onde sua morte foi anunciada.

Nesta quarta-feira (1º), completam-se exatas três décadas dessa tragédia, e o legado de Senna permanece vivo e inspirador. Na Itália, uma escultura de bronze em homenagem ao piloto foi inaugurada em 2014, próxima ao circuito de Ímola. Admiradores do mundo todo visitam o local para prestar suas homenagens e reviver a memória de um dos maiores talentos da Fórmula 1.

Um desses admiradores é o brasileiro Nicolas Costa, piloto da equipe McLaren no Campeonato Mundial de Endurance. Para ele, pilotar um carro da mesma equipe que consagrou Senna traz uma grande responsabilidade e emoção, mesmo sem ter acompanhado diretamente a carreira do tricampeão.

Já Cacá Bueno, pentacampeão da Stock Car e filho do narrador Galvão Bueno, teve a sorte de conviver com Senna na infância e guarda memórias afetuosas do ídolo. Segundo Cacá, Senna era o exemplo do Brasil que dava certo, motivando gerações inteiras com sua dedicação e garra nas pistas.

Além de sua paixão pelas corridas, Senna deixou um importante legado social com a criação do Instituto Ayrton Senna, ONG fundada em 1994 que atua na educação de crianças e adolescentes no Brasil. Mais de 36 milhões de estudantes e 200 mil educadores já foram beneficiados pela organização, cumprindo o desejo do piloto de transformar a sociedade através da educação.

A influência de Senna vai além das fronteiras brasileiras, sendo reconhecida por pilotos renomados como Lewis Hamilton, sete vezes campeão da Fórmula 1, que o considera sua maior referência. O jornalista e escritor italiano Leonardo Guzzo, autor do livro “Veloz como o vento”, que retrata a vida de Senna de forma romanceada, destaca a busca do piloto por sua própria autenticidade e originalidade, tornando-o um verdadeiro herói.

Mesmo após 30 anos de sua partida prematura, Ayrton Senna continua sendo lembrado e reverenciado, não apenas pelo seu talento nas pistas, mas também pelo seu compromisso com a excelência, sua paixão pela vitória e seu legado de inspiração e transformação. Suas marcas permanecem vivas em cada curva, em cada vitória e em cada projeto educacional que carrega seu nome.

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