Plataformas de comércio eletrônico são notificadas por venda de dióxido de cloro e desinformação sobre vacinas e autismo.

Na última semana, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) tomou uma medida importante ao notificar dez plataformas de comércio eletrônico que estavam comercializando dióxido de cloro, uma substância de venda controlada. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o dióxido de cloro é classificado como um saneante, ou seja, uma preparação destinada à higienização, desinfecção ou desinfestação domiciliar, além de ser utilizado no tratamento de água.

A Senacon identificou que o produto estava sendo vendido como medicamento por redes de desinformação que se opõem ao programa nacional de imunização. Essas redes afirmam, sem embasamento científico, que o dióxido de cloro pode inativar imunizantes. Além disso, a substância é promovida como uma “cura” para diversas condições clínicas, incluindo o autismo.

As plataformas notificadas foram: Planeta Detox, Casa dos Naturais, Purificadordeagua.shop, AZ Natura, CLO2, Betesda Purificadores, Purifica Brasil, Nutriwave, Farma Cerrado e Dragon Fire Gateway. A disseminação de informações falsas sobre o uso do dióxido de cloro contra vacinas e para tratar condições clínicas prejudica não só os indivíduos afetados, mas também suas famílias e a comunidade de profissionais de saúde.

É importante ressaltar que o dióxido de cloro, também conhecido como MMS, CDS e Solução Mineral Milagrosa, é uma substância altamente reativa e tóxica. Se ingerida, pode causar efeitos adversos graves à saúde, tais como irritações nas vias respiratórias, náuseas, vômitos, dificuldades respiratórias e até mesmo a morte.

Essa ação da Senacon faz parte do Programa Saúde com Ciência, que reúne diversos órgãos do governo com o objetivo de promover e fortalecer as políticas públicas de saúde, além de valorizar a ciência. O programa visa combater a desinformação na área da saúde e fornecer informações claras e confiáveis à população.

Em tempos de pandemia, é crucial que medidas como essa sejam adotadas para proteger a saúde e segurança dos cidadãos, combatendo a propagação de informações falsas e perigosas. A atuação da Senacon nesse caso específico demonstra a importância de fiscalizar e combater a venda ilegal de substâncias prejudiciais à saúde pública.

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