Ataque aéreo em Gaza mata 7 agentes humanitários: Brasil repudia a ação de Israel e pede cessar-fogo imediato.

Na última quinta-feira (4), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil emitiu uma nota oficial repudiando veementemente o assassinato de sete trabalhadores humanitários na Faixa de Gaza, ocorrido na segunda-feira (1º). Os agentes da organização não governamental (ONG) World Central Kitchen foram vítimas de um ataque aéreo enquanto realizavam a entrega de comida para a população civil da região.

O comunicado do Itamaraty manifestou profunda consternação em relação ao ataque israelense que resultou nas mortes dos trabalhadores da WCK. Além disso, o governo brasileiro lamentou os danos causados pela invasão ao hospital Al-Shifa, responsável por aproximadamente 30% da capacidade hospitalar de Gaza, com a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertando que o centro hospitalar não poderá mais atender a população local.

A nota do MRE também expressou solidariedade aos familiares e povos dos países cujos cidadãos foram vítimas do ataque à ONG humanitária. Dentre os trabalhadores mortos estavam cidadãos da Austrália, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Polônia. O comunicado brasileiro destacou a preocupação com o alto número de agentes humanitários mortos na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, ressaltando a gravidade da situação e os apelos por um cessar-fogo imediato, conforme exigido pelo Conselho de Segurança da ONU.

Por sua vez, o governo de Israel, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, admitiu que o ataque aos trabalhadores da ONG humanitária foi um erro e lamentou as mortes. A World Central Kitchen suspendeu as entregas de alimentos em Gaza como consequência do incidente, deixando cerca de 240 toneladas de comida retidas, em meio a uma crescente crise humanitária na região.

Países aliados de Israel, incluindo os Estados Unidos, solicitaram investigações sobre o ataque ao comboio humanitário, que gerou repercussão internacional. Enquanto Israel alega que o Hospital Al Shiva era utilizado por militantes do Hamas, o grupo e os profissionais de saúde negam tais acusações, com a OMS condenando qualquer ataque militar a instalações de saúde. A situação na Faixa de Gaza permanece tensa, com apelos por uma solução pacífica e o respeito aos direitos humanitários.

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