Economia: Dólar perde força frente ao real em meio a sinais mistos dos rendimentos dos treasuries e aversão ao risco[float

O mercado de câmbio teve algumas movimentações nesta quarta-feira, com a desaceleração do dólar em relação a outras moedas estrangeiras. Isso ocorreu devido aos dados de atividade divulgados na China e de inflação europeia, que fortaleceram a libra. Além disso, os discursos de dirigentes do Banco Central Europeu esfriaram as expectativas de corte de juros na região, o que impactou no euro e no dólar.

Nos Estados Unidos, o mercado ainda está reagindo ao discurso do diretor do Fed, Christopher Waller, que sinalizou que a autoridade monetária fará três cortes na taxa básica até dezembro, divergindo das expectativas do mercado. A curva futura começou a embutir menor chance de o Fed começar a cortar juros em março, e a hipótese de sete cortes em 2024 perdeu força.

No mercado interno, os investidores estão analisando os dados de varejo restrito e ampliado em novembro no Brasil. As vendas do comércio varejista subiram 0,1% em novembro ante outubro, enquanto as vendas ampliadas, que incluem atividades de material de construção e veículos, subiram 1,3% no mesmo período.

Em relação ao câmbio, o dólar à vista teve uma leve alta de 0,19%, atingindo o valor de R$ 4,9347. Já o dólar para fevereiro estava cotado a R$ 4,9430, com um aumento de 0,16%. O DXY, que mede o valor do dólar em relação a outras moedas, tinha um ligeiro ganho de 0,05%, atingindo 103,41 pontos. Além disso, os juros das T-Notes também tiveram movimentação, com a T-Note de 2 anos subindo para 4,282% e a T-Note de 10 anos atingindo 4,071%.

Com todas essas movimentações, o mercado cambial tem sido afetado por uma série de fatores tanto econômicos quanto geopolíticos, e os investidores estão atentos a todas essas mudanças. O cenário internacional também continua agitado, impactando no comportamento do dólar em relação a outras moedas e exigindo maior cautela por parte dos investidores. É importante acompanhar de perto essas movimentações e entender como elas podem afetar o mercado cambial e a economia de modo geral.

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