Justiça do Rio proíbe apreensão de adolescentes durante Operação Verão, e governo do estado recorrerá da decisão.

A decisão da Justiça do Rio de Janeiro de proibir a apreensão de adolescentes que não forem flagrados cometendo algum tipo de crime ou delito durante a Operação Verão tem gerado polêmica. O governo do estado, Cláudio Castro (PL), questionou a ordem e afirmou que vai recorrer da decisão.

A Operação Verão, uma parceria entre o governo do estado e a prefeitura do Rio, tem como objetivo reforçar o policiamento nas praias da cidade, tanto com policiais quanto com guardas municipais. Apesar de já estar em vigor há três meses, a operação não foi capaz de impedir a onda de insegurança que se instalou em Copacabana, na zona sul.

Relatos de assaltos com agressões físicas têm sido frequentes na região turística, embora os indicadores de segurança estejam em um patamar menor do que antes da pandemia de Covid-19. Casos recentes, como o do empresário agredido ao tentar impedir um furto e a morte de um fã da cantora Taylor Swift durante um assalto na praia, têm aumentado a preocupação da população.

A ordem da juíza Lysia Maria da Rocha Mesquita, titular da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, foi baseada em um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro em uma ação civil pública, que pede para que não haja excessos cometidos durante a Operação Verão, nem que ocorra discriminação contra os jovens. Segundo ela, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, os jovens não podem ser apreendidos sem que haja o flagrante ou um mandado contra eles.

Enquanto isso, o prefeito Eduardo Paes (PSD) ainda não se manifestou sobre a decisão da Justiça. Enquanto o estado questiona a ordem, a população espera por uma resolução que mantenha a segurança na região, sem ferir os direitos dos jovens. A discussão sobre a eficácia da Operação Verão e as medidas de segurança adotadas continuarão a ser tema de debate nos próximos dias, enquanto a cidade se prepara para enfrentar os desafios do período de veraneio.

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