Policia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em operação contra tráfico internacional de drogas no Tocantins

Na última quarta-feira, a Polícia Federal em Tocantins deflagrou a segunda fase da Operação Flak, que teve início em 2018 com o objetivo de combater uma quadrilha envolvida no tráfico internacional de drogas. A ação resultou no cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão em Goiânia e nas cidades paraenses de Tucumã e São Felix do Xingu.

Durante a operação, foram apreendidas 19 aeronaves, entre helicópteros e pequenos aviões, além de veículos de luxo. Também foram tornadas indisponíveis nove fazendas, apartamentos e casas de luxo, e as contas bancárias de 41 pessoas envolvidas na investigação foram bloqueadas. Todos os mandados judiciais foram expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Tocantins.

Segundo informações da Polícia Federal, essa quadrilha é responsável pelo transporte de drogas de países produtores, como Venezuela, Bolívia, Colômbia e Peru, até países de passagem ou destinatários finais, como Brasil, Honduras, Suriname e nações da América do Norte, Europa e África.

Para executar o transporte das drogas, o grupo adquiria aeronaves e as registrava fraudulentamente em nome de “laranjas”. Além disso, contavam com pilotos que aderiam à quadrilha e mantinham aeroportos clandestinos. Essa forma de atuação já era conhecida desde 2018, quando a investigação teve início após a apreensão de um avião com 300 quilos de cocaína em Formoso do Araguaia, em Tocantins. Na época, a PF ainda identificou um submarino que supostamente seria utilizado pelo grupo.

De acordo com a PF, o líder dessa quadrilha é João Soares Rocha, que chegou a ser preso anteriormente, mas encontra-se foragido atualmente. Nessa segunda fase da Operação Flak, a Polícia Federal descobriu que a organização criminosa desenvolveu uma estrutura de câmbio ilegal e movimentação financeira fora do sistema bancário formal. Essa estrutura operava através de agências de câmbio e turismo situadas em Palmas e Goiânia, e tinha como objetivo lavar o dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

Além disso, a quadrilha também utilizava postos de combustíveis em Tucumã, no Pará, e Aparecida de Goiânia, em Goiás, bem como empresas de fachada, para lavar o dinheiro proveniente do tráfico.

Os envolvidos nessa investigação poderão responder pelos crimes de associação para lavagem de dinheiro e lavagem de dinheiro, cujas penas máximas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão. A operação demonstra mais uma vez o compromisso das autoridades em combater o tráfico internacional de drogas e desmantelar as estruturas financeiras das organizações criminosas envolvidas nesse tipo de crime.

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