A descoberta foi detalhada em um artigo publicado no periódico Letters do The Astrophysical Journal, no qual os cientistas argumentam que uma nuvem de sódio girando ao redor do planeta não provém dele, sugerindo que a fonte pode ser uma lua hipervulcânica que lança 100 mil quilos de material a cada segundo. Jessie Christiansen, cientista-chefe do Instituto de Ciência de Exoplanetas da NASA, comentou que a possibilidade de uma exolua é emocionante, considerando que a abundância de luas no Sistema Solar sugere que exoluas também devem existir.
A busca por exoluas tem sido desafiadora devido ao seu tamanho pequeno, o que levou os pesquisadores a procurarem por maneiras de detectá-las de forma indireta. A nuvem de sódio ao redor do planeta Wasp-49 b oferece uma forte evidência dessa possibilidade, lembrando uma lua do nosso Sistema Solar, Io, que é conhecida por ser vulcanicamente ativa.
Apurva Oza, astrofísico planetário do Instituto de Tecnologia da Califórnia e autor do estudo, destaca que o sinal de sódio encontrado no planeta é intrigante e sugere a presença de uma exolua com atividade vulcânica. A equipe observou o exoplaneta com o Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul, no Chile, e identificou que a nuvem de sódio está girando ao redor de Wasp-49 b antes de ser arrastada pela luz da estrela, o que é consistente com a presença de uma lua vulcânica.
No entanto, a sobrevivência de luas em órbitas estáveis ao redor de exoplanetas gasosos próximos às suas estrelas hospedeiras é um desafio, pois normalmente acabam sendo perdidas durante a migração dos planetas através de seus sistemas estelares. Ainda assim, a possibilidade de uma exolua ao redor de Wasp-49 b abre novas perspectivas para o estudo dos sistemas planetários fora do nosso Sistema Solar.